API indica livros de jornalistas sobre rádio, televisão e jornal impresso

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A Associação Paraibana de Imprensa (API) segue com a série de notícias sobre livros publicados por jornalistas escritores. Nesta segunda abordagem vamos destacar obras sobre rádio, televisão, jornal, revista. Livros dos jornalistas Eduardo Martins, José Octávio de Arruda Mello, Gilson Souto Maior, Josélio Carneiro, Marcela Machado, dentre outros autores.

O presidente da API, Marcos Wéric, planeja organizar a Estante API, um espaço para exposição e venda de livros escritos por jornalistas sócios na própria sede da entidade.

Em 2011 o jornalista, escritor, historiador, integrante da Academia Paraibana de Letras (APL) e do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), publicou o livro “História da História da Imprensa na Paraíba”.
No prefácio desta obra o também jornalista e escritor, Ramalho Leite, atual presidente do IHGP, escreve algo sugestivo, em especial ao nosso ver, às novas gerações: “Falta-se contar a história dos jornais e jornalistas perseguidos na Paraíba, seja no período do Estado Novo ou no tempo dos generais pós 64. A história da censura à Imprensa na Paraíba “resta por ser feita”, como diria Alcides Bezerra”. De fato, esse é um tema que a API entidade que sofreu perseguições durante a ditadura militar pode explorar realizando debates, quem sabe produzindo um livro.

No “História da História da Imprensa na Paraíba” José Octávio de Arruda Mello destaca que Alcides Bezerra com a obra “A Imprensa na Parahyba” é o primeiro historiador da imprensa paraibana. Outro autor citado é Eduardo Martins que escreveu “A União Jornal e História da Paraíba – sua evolução gráfica e editorial” (1976), José Octávio incursiona pela radiofonia e comenta as obras “Do Gramofone ao Satélite – Evolução do Rádio Paraibano: 1931-2000” (2005), de Moacir Barbosa, professor do curso de Comunicação da UEPB; “Tabajara – 65 anos – A Rádio da Paraíba” (2002), organizado por Josélio Carneiro; a revista Rádio Tabajara – 50 anos, organizada por J. Octávio; dentre outras publicações.
No campo do impresso um dos destaques é a jornalista Fátima Araújo autora do “História da API” (1985). Antes, em 1983, a autora publicou “História e Ideologia da Imprensa na Paraíba”.

Um livro que reúne o maior número de depoimentos de jornalistas é “A UNIÃO Escola de Jornalismo (2018) editora A União, organizado por Josélio Carneiro que trabalhou cinco anos no centenário jornal pertencente ao Governo da Paraíba. A obra, com 367 páginas, traz cerca de 120 relatos de profissionais sobre suas experiências no quarto jornal mais antigo em circulação na América Latina, fundado em 2 de fevereiro de 1893. No prefácio o então secretário de Comunicação Institucional do Governo da Paraíba, jornalista Luis Tôrres escreve: “O jornal A União, com seus 125 anos de existência, é, por assim dizer, um Panthéon do jornalismo paraibano. E este livro é ao mesmo tempo a prova e o guia para a visita memorial desse patrimônio. Sendo seu idealizador e editor o jornalista Josélio Carneiro. Mergulhemos, portanto, nestas narrativas de amor e vício com o jornal A União”. Já o escritor, editor e historiador Evandro da Nóbrega pontuou: “Esta própria coletânea, capitaneada por Josélio, aliás, já passa a integrar, de direito e de fato, a História do jornal “A União”.
Ainda sobre José Octácio em 2020 ele publicou “A Arapuan e o rádio paraibano – uma biografia dual”. Obra sobre a antiga Rádio Arapuan AM. O prefácio é de Gilson Souto Maior.
O jornalista, radialista, escritor e professor aposentado da Univesidade Estadual da Paraíba (UEPB) é autor de “Rádio – História e Radiojornalismo (2015) editora A União; e “História da Televisão na Paraíba” (2017). Gilson está escrevendo mais um livro, desta vez sobre os jornais impressos paraibanos.
No ano de 2002 o jornalista e radialista Josélio Carneiro, integrante da atual gestão da API publicou “Tabajara – 65 anos – a Rádio da Paraíba” pela editora A União. Em 2017 o autor lançou no plenário da Assembleia Legislativa da Paraíba “Rádio Tabajara – Patrimônio Cultural da Paraíba (Gráfica JB). As duas obras são coletâneas de entrevistas e depoimentos.
O segundo livro marcou os 80 anos da emissora do Governo do Estado e na ocasião a ALPB aprovou projeto do deputado Hervázio Bezerra para que a antiga PRI-4 oficialmente através de lei se tornasse patrimônio cultural dos paraibanos. À época a proposta foi sugerida ao parlamentar por Josélio Carneiro. As duas obras resgatam a história da Rádio Tabajara com depoimentos de grandes nomes da radiofonia paraibana: Geraldo Cavalcante, Ana Paula, Ivan Bezerra, Jadir Camargo, Airton José (Bolinha), Spencer Hartmann, Carlos Antonio, Walter Lins, dentre outros.
Agora em 2021 a jovem jornalista Marcela Machado disponibilizou na versão digital o livro “A Voz Feminina do Rádio – Vida e protagonismo de radialistas em João Pessoa”. Sobre a obra Marcela diz: “A Voz Feminina do Rádio – Vida e Protagonismo de Radialistas em João Pessoa” é um livro de perfis de cinco mulheres radialistas que atuaram à frente dos microfones da radiofonia pessoense a partir da década de 1950, pioneiras no lugar que ocuparam na história desse veículo no estado em suas respectivas épocas. No livro, costuramos fragmentos das histórias de Zélia Gonzaga, Irece Botelho, Ana Paula, Edilane Araújo e Josy Gomes com o rádio. Nos textos buscamos descrever quem eram e são essas mulheres a partir do ponto de vista delas, de familiares, de colegas que conviveram com elas e de amigos, bem como suas trajetórias de vida”.
Ainda de acordo com Marcela Machado “O livro foi resultado de um Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba, em 2018, orientado pela professora Sandra Moura. Para identificar o nome de mulheres radialistas ao longo do tempo fizemos pesquisas em obras que tratam da história do rádio no Brasil e na Paraíba, assim como em jornais e revistas especializadas na vida radiofônica durante os anos de 1930 a 1990. Desde as primeiras emissoras de rádio na Paraíba, na década de 1930, as mulheres conquistaram espaços como cantoras, radioatrizes, musicistas, disc-jóquei e locutoras. Ao longo da narrativa de cada personagem no livro, procuramos mencionar algumas dessas figuras que desbravaram esse veículo ainda tão majoritariamente ocupado por homens”.

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